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Notícias de Domingo, 26 de Abril de 2009
Perguntas feitas pra Deus.
Qual o futuro dos desafortunados? Será verdade que os humilhados Serão exaltados? O Senhor fez o mundo? O Senhor fez o homem? E por que não terminou o projeto?

Por que existem humanos desumanos? Por que Abel foi morto por Caim? Por que esse mundo tão cruel Ainda não teve seu fim?

Por que Eva mordeu a maça? Por que deram a Judas o cargo de traidor E a Pedro o cargo de santo?

Por que existem guerras eu Teu nome? Por que o mundo já nasceu no pecado? Por que quem faz o certo é visto como errado?

Por que Teus filhos acham que beleza É sinônimo de bondade? Sendo que Lúcifer era o Querubim mais belo E decaiu para a maldade. Por que tanta ignorância Senhor? Por quê? Pra quê?

E por fim a pergunta que mais Me consome:

Existe mesmo semelhança Entre o Senhor e o bicho homem?

Mais poesias em: www.sentimentocritico.blogger.com.br

Notícias de Sábado, 4 de Abril de 2009
O poder da comunicação
A informação, no mundo atual, tem sido colocada por muitos como a solução de quase todos os problemas da humanidade, e de fato é. Primeiro, porque garante o direito magnânimo de todo cidadão: o de poder escolher dentre várias opções, que caminho deseja seguir a respeito de determinada questão. E depois, porque permite que essa tomada de decisões se faça da forma mais acertada, proveniente de conhecimento sobre o tema em questão e não de "achismos" que, geralmente, não levam a lugar nenhum.
 

Notícias de Domingo, 15 de Março de 2009
O calendário é nosso!
No último domingo, nós mulheres, comemoramos o Dia Internacional da Mulher. No mundo todo, muitas empresas nos homenagearam de diversas formas : lembrancinhas, shows, flores, entre outros. Neste dia, somos reconhecidas como guerreiras, trabalhadoras capazes e eficientes, mães exemplares, sustentáculo do lar; somos tudo isso sem perder a vaidade e beleza. Passado o 08 de março, o que fica pra gente?

 

Notícias de Sexta, 13 de Março de 2009
Cinco vezes Mãe
Continuando com o diário de bordo sobre o documentário Cinco vezes Mãe.
 
Dna Rose, parecia uma mulher comum, de classe média alta, mas ninguém sabia o problema que enfrentava em sua casa: um filho dependente químico.
 
Querem saber mais sobre esse primeiro contato com essa mãe??? Segue segundo texto do diário de bordo...
 
Se alguém quiser assistir o produto final, um documentário, é só mandar e-mail para juliana_tjs@globo.com
 
 

Notícias de Quarta, 4 de Março de 2009
Paralisação parcial; é o co...

Já me disseram que para conclamar mudanças nada melhor que uma crise, aprendemos com ela, crescemos, enfim amadurecemos para a realidade. Mas o dito cujo desta minha íntima relação com as palavras é para perguntar como ficará a situação atual do mundo? Veja o texto completo...

 

Notícias de Terça, 3 de Março de 2009
Por onde anda o desenvolvim...

Por onde anda o desenvolvimento local?

Por Karina Santiago

 

“Comércio justo, economia solidária, moeda social, superávit, deficit e CRISE”. De todas essas palavras, no cotidiano de uma comunidade e favela, com certeza a mais conhecida é a CRISE, o conceito já faz parte do imaginário coletivo da comunidade.Daí compreende-se a crise familiar, a crise com a imagem/corpo, a crise da falta de emprego e de “grana”.

 

Crises são várias, mas vamos aqui focar naquela que assusta qualquer pessoa: a financeira. Passar por necessidades básicas à sobrevivência é uma realidade em comunidades e favelas brasileiras e, para comprovar isso, não é necessário ir muito longe. Basta olhar as ruas e perceber a realidade social.

 

É claro que boa parte dessa realidade de subvida (entenda-se desemprego, ausência de infra-estrutura educacional, má alimentação, fome, preconceito, racismo entre outros ) está atrelada a um processo político sócio-econômico macro, que  se estende a outras discussões.

 

Porém, o resultado dessa política macro é vista como resultado no dia-a-dia, no cotidiano de jovens, mulheres pessoas moradoras de comunidades e favelas. E como atuar, buscar soluções eficazes para que as mudanças aconteçam?

 

Há um certo tempo no Brasil vem se debatendo e implantando políticas de Desenvolvimento Local em diversas comunidades, o famoso “juntos somos mais fortes”. Estas políticas utilizam o processo coletivo como ferramenta de ação para fomentar novos arranjos produtivos, tendo como principais animadores desse processo organizações públicas e privadas e o próprio Estado através da constituição de secretarias e departamentos da Economia Solidária nas esferas municipais, estaduais e no governo federal. A ação é capitaneada pelo Professor Paul Singer, secretário da economia solidária no Ministério do Trabalho.

 

Assim, vários são os coletivos e situações onde o cidadão torna-se protagonista do seu processo sócio-econômico e passa a empreender de maneira criativa e solidária no lugar que vive.

 

A própria Central Única das Favelas (CUFA), uma rede de trabalho estabelecida em todos os estados brasileiros com o mesmo conceito, tem como principais linguagens a cultura negra, a educação e o esporte. A entidade vem empreendendo e colaborando para a construção desse cenário mais positivo. “O junto somos mais fortes” espalha pelo Brasil associações, cooperativas, grupos que passam a perceber que seus problemas individuais podem encontrar respostas, soluções dentro de um processo coletivo prezando por atividades economicamente viáveis que valorizam o aspecto social e ambiental.

 

Em Cuiabá, a CUFA constrói duas propostas visando instigar o processo empreendedor da comunidade: a SERICUFA (Silkagem) e o Projeto PIXAIM, (empreendedorismo feminino da mulher negra). Ambos seriam comuns se não tivessem como proposta a integração e a valorização da auto-estima dos jovens em situação de vulnerabilidade social e mulheres em sua maioria negras das comunidades e quilombos do estado de Mato Grosso, demonstrando e colaborando para a reflexão de que a mudança é possível, sim, quando agregada com potencial empreendedor, criatividade e responsabilidade. A construção desta mudança é possível.

 

Ser Pixaim, ser Sericufa  são propostas que nascem  da realidade das favelas. E interagem socialmemte com os objetivos de transformação.

 

Agora, perceba e olhe bem ao seu redor, a idéia, a proposta de desenvolvimento local está ai entre os becos e favelas, a vontade de “fazer” com a vontade de “comer” mudanças.Para você pretinho, pretinha  vamos começar um BOM negócio?

Basta identificar qual será o foco produtivo, produtos ou idéias, tudo é possível, vamos imaginar milhões de coisas, da padaria à produtora cultural. São tantas as possibilidades onde o desenvolvimento local pode ser a pauta principal, entrando no dia a dia das favelas e comunidades. Agregar força é imprescindível, parcerias são fundamentais.

 

Mas sonhar  é sempre o primeiro passo para a transformação social.

Avante!


A primeira grande superação...
A primeira grande superação, a gente nunca esquece
Por Ana Luiza
 
 O primeiro a gente nunca esquece, já disse aquela propaganda de sutiãs de quase 20 anos atrás. E isso é a mais pura verdade. Verdade essa que vale para os casos de superação: a primeira superação também não se esquece.Graças a primeira, que vem a segunda, a terceira, e por aí vai. Faz bem ao nosso ego lembrar da dificuldade que é superada, porque nos dá o doce e maravilhoso sabor da vitória, abrindo caminhos para grandes conquistas.

Essa é uma das minhas missões aqui na Cufa: buscar histórias daqueles que mostraram ser capazes de fazer mais do que o esperado. Mostrar que o invisível de ontem é o visível e senhor do impossível de hoje.

Todo mundo tem uma história assim para contar. Mães que criaram seus filhos completamente sozinhas, filhos que se criaram sozinhos, homens que fizeram seus impérios com o nada que tinham, pessoas que tinham tudo para se tornarem ninguém e que hoje são alguém.

Mas qual é a importância de mostrar histórias assim? Simples: para que essa corrente do bem nunca se quebre, nunca se rompa. É para que a primeira grande superação não seja esquecida nem por quem superou e nem pelo que foi superado.Quer um exemplo?

Nossos ancestrais negros são grandes exemplos. Foram brutalmente tirados de sua terra natal, tratados e mantidos em condições sub-humanas, e ainda assim conseguiram ter seus descendentes, não só no Brasil como em diversas partes do mundo, e manter algumas tradições da cultura africana. Ou seja, bem ou mal, sobreviveram ao caos que suas vidas se tornaram com a chegada dos escravagistas na África.

É isso. Cá estou na busca por histórias assim. Não vai ser difícil. Do baixo ao alto do morro, temos guerreiros e guerreiras que fazem da sua vida um exemplo de força e fé no seu poder de superação.

Sem Vinagança é tranquilo -...

Sem vingança é tranqüilo

Por Manoel Soares

 

Se há um sentimento complicado de conter é a vingança. Olhar na cara de quem deliberadamente nos ferrou em algum momento e perdoar não é tarefa fácil.

 

A vingança é, quase sempre, alimentada por um falso sentimento de justiça, uma política de olho por olho. Porém, quem já se vingou sabe que a realização não é tanta como se vende.

 

Na verdade, após a vingança, ganhamos um novo fardo, pois se, antes, era só a dor de sofrer com o mal que nos causaram, depois, sofremos pelo mal que causamos. Não recomendo que ninguém se dedique à empreitada de pagar na mesma moeda, porque, na melhor das hipóteses, baixamos nosso nível espiritual. Deitar a cabeça no travesseiro sabendo que não fomos capazes de resistir à tentação de fazer o mal é um peso monstruoso.

 

Conheço pessoas que dizem que, com o tempo, o peso da consciência passa, mas, na verdade, o que fazemos é esquecer das atitudes que tivemos no passado. O problema é que o passado geralmente não nos esquece, a dívida que ele cobra é altíssima.

 

Quando deliberadamente nos vingamos de alguém, é como se sugássemos os pecados daquele indivíduo com as nossas ações. Ele passa a ser vítima e nós, algozes. É como dar um murro na cara do sujeito que xinga sua mãe. Até temos razão, no entanto, não somos melhores. Claro que aqui, nas páginas do Diário Gaúcho, tudo é muito simples, complicado é quando o bicho pega, o sangue sobe e temos a oportunidade perfeita de fazer o malandro ver o que é bom para a tosse.

 

Resistir, nessa hora, requer muita força de vontade, entretanto, posso garantir que vale a pena. Para cada pessoa perdoada, podemos considerar uma nova bênção na nossa vida. Não estou falando de ser babaca, mas de ter tranquilidade na hora de perdoar. Não vou dizer que é fácil, porém, encontrar um cara que perdoamos na rua é muito bom.

 

Manoel Soares

CUFA RS


CUFA e a Diversidade Cultur...

CUFA e Diversidade Cultural Brasileira

Por Flávia Ivar

 

Vivemos, no Brasil, uma polarização entre a riqueza e a pobreza, desenvolvimento e atraso tecnológicos. Temos cursos de doutorado e instituições de pesquisa de ponta e convivemos com altos índices de analfabetismo, doenças endêmicas e condições precárias de existência em muitas regiões do país. Enfim, no país inteiro observamos cenários sociais e culturais visivelmente opostos, onde existem algumas tentativas de intercâmbios culturais, mas sem resultados efetivos e concretos.

 

Diante desses vários “Brasis”, faz-se necessário desenvolver novas estratégias para termos intercâmbios igualitários. Estratégias essas que devem ir além de ações culturais isoladas geograficamente ou socialmente e que permitam a participação de todos, sem exclusão alguma.

 

È imprescindível desenvolver e promover diálogos profundos, sem barreiras e constantes, com a população carente, que teima em viver, mesmo sem suas necessidades básicas atendidas, como: alimento, energia, educação e moradia. Infelizmente esta é a realidade de um universo significativo da população brasileira que vive no descaso governamental.

 

Acredito que é importante pensar na multiplicidade, nas diferenças, nos hibridismo, tanto de homens quanto de conceitos e de formas, nos cruzamentos em que os temas polêmicos se roçam sem se tocarem realmente, mas dos quais saem modificados.

 

Nós da CUFA proporcionamos a integração entre as minorias, como por exemplo: moradores das periferias, negros, mulheres, homossexuais e outros, através de um novo olhar. Um olhar que descobre a diversidade sem hierarquias e sem preconceitos, como algo que constrói e que, talvez, seja o diferencial e a riqueza da CUFA.

 

Os movimentos sociais criados recentemente são tão importantes para o país e estão tendo os holofotes garantidos no governo Lula e irão crescer, na medida em que a sociedade em geral entenda o real papel que eles desempenham no processo político, econômico, social e cultural do Brasil.

 

Atualmente, vemos que a questão social, esta tendo um forte destaque também no setor privado, e, já esta sendo incorporado no modelo de gestão, que vem se tornando estratégia empreendedora da maioria das empresas sintonizadas com o mercado globalizado, cada vez mais exigente, em relação à dinâmica de seus negócios e à sustentabilidade empresarial.

 

Em minha opinião devemos ter um novo olhar para tratarmos destas enormes desigualdades que vivenciamos em nosso querido Brasil. Tentar minimizá-las com soluções que passam pelo social, é uma forma de permitir um crescimento mais igualitário para as regiões menos favorecidas. Acredito que, cabe a nós, brasileiras e brasileiros, tecermos outras redes nas quais impere a igualdade cultural, mas dentro da diversidade que nos constitui. Só assim teremos condições de transformar culturalmente nosso país.

 

 

Flavia Ivar

Núcleo de Projetos - Cufa MG


Notícias de Segunda, 2 de Março de 2009
Por que vencemos? Por Lea...

Por que vencemos?

Por Leandro Nascimento

 

Outro dia andando pelas ruas da cidade fui abordado por certo cidadão em paupérrimas condições, ele olhou para mim, camisa de algodão, calça social, tênis simples, porém bonito no pé, óculos com lentes transitions e agenda colorida ainda de 2008 nas mãos, por um tempo parou-me a olhar depois me perguntou – Por que o senhor é bem sucedido?

 

Por um tempo fiquei encabulado, pensativo, foi quando respondi – Moço, não sou bem sucedido por que quero, mas por que lutei e conquistei, o senhor sabia que ainda bem novo estive em condições inerentes a sua, pois bem eu não desisti, não enfiei meus tostões no primeiro copo de cachaça da esquina, eu simplesmente não aceitei estar ali em condições macabras, e todos podemos conseguir, não é fácil, portanto devemos ser guerreiros, soldados e lutadores.

 

Por um tempo ele parou, continuou a fitar-me os olhos fixamente quando disse – O senhor tem razão, já tive casa, já tive esposa, carros, empresa, mas simplesmente desisti na primeira crise que passei, quando os negócios despencaram e de lá para cá não sou mais a mesma pessoa.

 

Olhei sério para ele, cocei a cabeça, dei uma torcida no bigode e continuei – De covardes o mundo está cheio!

 

Ele em tom desesperador me perguntou - Como fazer? – respondi - Cresça!

 

Foi quando ele me disse - Obrigado Senhor – e desapareceu nas ruelas da cidade, fiquei pensativo, mas segui meu caminho.

 

Outro dia estou eu sentado em uma mesa na lanchonete enquanto esperava meu lanche – sentou-se ao meu lado uma pessoa toda pomposa, elegante, de início achei que era gerente do banco ou de alguma loja chiquérrima. Foi quando ele disse – Lembras de mim?

 

Falei - Não senhor – ele respondeu-me – cresci!

 

Conclusão: Em momento de crise, seja grande, passe por cima e vença, ninguém vai te ajudar e muitos aparecerão para dizer que você perdeu. Lembre-se crescer é o que a crise proporciona para os capacitados e comprometidos.

 

Leandro Nascimento é jornalista e coordenador da CUFA Confresa - MT



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