Dyogo, o Anjo da Taça

A Central Única das Favelas e a organização da Taça das Favelas lamentam profundamente o falecimento do jovem Dyogo Xavier, que jogou as três últimas edições da Taça das Favelas Rio pela Grota de Niterói.

 

O atleta foi mais uma vítima da violência brutal que aflige o estado do Rio de Janeiro, sendo atingido em uma troca de tiros, perto de sua casa na Grota, quando ia para o treino do América, clube carioca do qual integrava o elenco do sub-17.

 

“Vai para o céu, jogador. Sua vida foi interrompida, mas a nossa luta continua firme para levar uma agenda positiva para as favelas do Rio e alento aos seus moradores tão cansados dessa dor e humilhação”, afirmou Celso Athayde, fundador da CUFA e idealizador da Taça das Favelas.

 

Muito triste para uma instituição, que luta diariamente pelo protagonismo dos moradores de favela, ver um sonho ser abreviado de uma forma tão brutal, cruel e sem sentido.

 

“Dyogo fazia amizade fácil, todos gostavam muito dele. Era um dos garotos mais esforçados com que eu já trabalhei, ele queria muito vencer na vida. Vai fazer muita falta aqui na comunidade”, lamentou Altair da Conceição, técnico da Grota de Niterói.

 

Por aqui, continuamos fazendo o nosso trabalho de inclusão e integração, pedindo por dias de paz nas favelas do Rio e do Brasil e ficamos com as palavras da irmã do jogador, a Sofia, de 7 anos:

 

"Deus, que ninguém perca alguém querido desse jeito. Sempre que alguém estiver triste, pega as suas mãozinhas e lava o coração dele. Abençoe a todos e que todos sejam do bem e não do mal, para que não façam coisa errada"

Descanse em paz, guerreiro!