NOTA DE SOLIDARIEDADE – ÁGATHA FÉLIX

Menina foi morta na sexta-feira, no Complexo do Alemão

A Central Única das Favelas - CUFA, tendo em vista o fato ocorrido na última sexta-feira (20), na Fazendinha, Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio de Janeiro, que ocasionou o falecimento da menina Ágatha Vitória Sales Félix, vem a público se solidarizar com a família da vítima, bem como com todas as pessoas que têm se manifestado em favor de uma política de segurança que seja eficaz e que, é claro, não vitimize inocentes.      

 

Sabemos que são muitas crianças vítimas de uma guerra sem vencedores, resultantes de uma lógica de segurança pública que muda a cada gestão, mas que continua incapaz de resolver o problema sem sacrificar as pessoas que já sofrem o impacto direto dessa violência, como se elas fossem objeto de teste, sem valor humano.

 

Entendemos que o Estado não pode naturalizar estes fatos, tratando como algo comum e tapando os ouvidos para o grito de socorro, de justiça e de respeito, oriundos destes territórios. Tampouco criminalizar os que protestam quando suas origens forem as mesmas dessas vítimas.

 

A família da pequena Ágatha não é a única a ser injustiçada por essa tragédia. Outras famílias choram seus entes, vítimas dessa mesma lógica.   

 

Os moradores das favelas que protestam não podem ser confundidos com bandidos, nem com arruaceiros. Pois são pessoas de bem, exigindo seus direitos, comprometidas com a justiça e a vida. Assim que devem ser vistos. Por isso, apoiamos o movimento “Parem de nos Matar” e estaremos em suas ações. Sabemos que este caso não é único no Rio e nem no Brasil nos últimos anos, mas precisa ser o último.

 

O combate a todos os crimes é dever do Estado e terá o nosso apoio, mas não podemos aceitar que seja às custas da vida dos moradores das favelas.

 

Cufa - Central Única das Favelas