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  • No Dia da Favela, CUFA realiza primeiro Festival Favela Literária, no Viaduto de Madureira

Evento cultural vai acontecer nos dias 3 e 4 de novembro

A Central Única das Favelas (CUFA) vai realizar o seu primeiro Festival Favela Literária, nos próximos dias 3 (domingo) e 4 (segunda) de novembro, em sua sede no Rio de Janeiro, no Viaduto de Madureira. Trata-se de um evento que visa valorizar a literatura e a cultura de favela, em geral, expondo obras escritas por moradores destes territórios.

 

Além da exposição de livros, o festival vai contar com diversas atividades como palestras, saraus, rodas de poesia, entre outras atividades. Em ambos os dias, o evento vai acontecer das 10h às 22h.

 

Às 14h, acontece uma roda de conversas e palestras com escritores de favelas. No primeiro dia, Anderson Quack media a roda, que terá o tema Produção Literária na Favela, Periferia e suas Manifestações. Participam do Tião Santos, Luis Fernando Pinto, Rejane Barcelos e Marcos Diniz.

 

No segundo dia, o mesmo tema será debatido, no mesmo horário, com a mediação de Binho Cultura, e falas de Rene Silva, Anderson Quack, Jonathan Aguiar, Lu Ain-Zaila e Jessé Andarilho.

 

Alguns dos nomes confirmados na atividade são Anderson Quack, da Cidade de Deus, Adriana Kairós, da Maré, Renê Silva, do Complexo do Alemão, Binho Cultura, da Vila Aliança, e Tião Santos, de Jardim Gramacho.

 

“A favela é uma grande potência cultural. Um evento desses vem para valorizar e, sobretudo, mostrar para toda a sociedade a força que esses territórios têm, com palestras de grandes autores”, explicou Nega Gizza, diretora da CUFA.

 

O festival é o primeiro de uma série que a CUFA pretende realizar em todo o Brasil, para potencializar o trabalho de agentes culturais locais, que impactam diretamente no dia a dia do território que vivem.

Para expressar ainda mais a cultura de favela, o evento vai contar com intervenções artísticas de grupos destes territórios como a Companhia de Dança Passinho Carioca (funk), Instituto Black Boom (Charme), Slam Maré Cheia (Poesia),  Contação de Histórias (Literatura Verbalizada), entre outros que irão representar toda a musicalidade e poesia construídas na favela e pela favela.

A data deste festival foi escolhida devido ao dia 4 de novembro ser o Dia da Favela, representando a primeira vez que um território foi designado desta forma em um documento oficial. O Morro da Providência em 1900.